01 abril 2013

Em busca da verdade - capítulo 13

Estava na frente do espelho, provando um visual novo, algo que não passasse mais aquela impressão de garota insegura e nerd, queria algo...rebelde, apenas pra aproveitar até voltar pra casa. Cheguei até a pintar algumas mechas do meu cabelo de rosa e passar um batom bem vermelho nos lábios, meu chort estava meio rasgado e minha blusa também era meio diferente, leve, solta, confortável. É...até que eu gostei!
Joe havia melhorado bastante nesses últimos dias, só restaram algumas feridas que logo logo cicatrizarão e alguns roxos, apenas!
Taylor: ele te corrompeu mesmo! - disse, de braços cruzados, parado na porta e me encarando, revirei os olhos, me virando pra ele -
Demi: ninguém me corrompeu, eu continuo a mesma! - tentei convencê-lo, mas nós dois sabíamos que era mentira -
Taylor: explica isso pra essas suas mechas, ou pro seu chort, ou pro seu batom, você escolhe!
Demi: será que dá pra parar de implicar comigo? - reclamei - Poxa, eu to feliz, estou me libertando e aproveitando essa viajem, não era o que você queria?
Taylor: não, eu queria que você se soltasse mais e risse de vez em quando, fazendo novas amizades e sendo feliz, não que abandonasse sua personalidade por completo, essa não é você, Demi!
Demi: não importa o que você diga, eu não vou terminar com ele, pelo menos não agora!
Taylor: beleza! - levantou as mãos, se rendendo - você vai se afogar e eu não vou estar aqui pra te salvar! - saiu, esbarrando com Joe que estava entrando, ele o encarou, confuso e me viu -
Joe: o que é que deu nele?
Demi: daqui a pouco passa, não se preocupe! - ele me encarou de cima abaixo -
Joe: uol, o que eu perdi por aqui? - eu ri -
Demi: nada demais, só...quis mudar um pouco!
Joe: hum...- sorriu e me abraçou pela cintura - eu gostei! - me deu um selinho - eu quero te mostrar uma coisa!
Demi: ah, é? O quê?
Joe: vamos! - se desvencilhou, pegando minha mão, sempre com seu sorriso misterioso - quando chegarmos lá você vai ver! - sorri -

Sabe quando você está tão louca que nem consegue ver onde está o perigo em estar com criminoso? Pois é! Nem consegui raciocinar direito na hora, apenas aceitei a mão dele e fui em direção ao desconhecido.
Joe: essa é...bem...não venho aqui a muito tempo, então não sei te dizer se é minha casa ou apenas um passa-tempo!
Demi: casa? Você mora com alguém?
Joe: não, não tenho um lugar fixo!
Demi: por que?
Joe: eu não sei... - entrou mais um pouco, olhando ao redor e se virando para mim - acho que desaprendi a graça de dividir a minha vida com alguém! - deu de ombros, andou até a janela mais próxima que ficava à minha direita e abaixou a cabeça, me olhando de canto - até conhecer você! - eu umedeci os lábios e respirei fundo pra não chorar, apesar de aquelas palavras me fazerem bem, eu sabia da verdade -
Demi: isso é pecado!
Joe: amar? - franziu o cenho, se virando pra mim de novo -
Demi: não, mentir!
Joe: quem disse a você que estou mentindo? - cruzou os braços, semicerrando os olhos -
Demi: você nunca me disse isso com todas as letras! - assumi - como eu vou saber?

Ele reprimiu os lábios e adquiriu um olhar meio penalizado, olhando para os próprios braços e depois pra mim, se aproximou e segurou meu rosto entre as mãos, fazendo o possível pra se concentrar em meus olhos.
Joe: eu amo você!

Aos poucos um sorriso foi ganhando vida, ele me beijou de forma delicada, pondo as mãos em minha cintura para me puxar para mais perto enquanto aprofundávamos o beijo. Pus meus dedos a se embaralharem entre seus fios de cabelo, agarrando-os. Sensação eletrizante era essa que os seus beijos me davam sempre, calor, calor e mais calor. Até que ele começou a descer as mãos até minha curvas, lentamente, eu tentei me curvar, trazendo-o pra cima de mim, mas ele me empurrou contra a parede, alternando os beijos para o meu pescoço enquanto suas mãos faziam uma trilha por meu traseiro e coxas, eu abria a boca, ofegante em busca de ar e brincava com seu peitoral debaixo da camisa.
Eu sinceramente não sei de onde veio minha coragem, mas com ele eu era outra pessoa, alguém perigosa, alguém...totalmente diferente de tudo o que sou normalmente, e enquanto meus pais não podiam decidir minha personalidade como sempre fizeram, eu só tinha que aproveitar, porque afinal, eu estava gostando.

Próximo capítulo...

Heyyy
to aqui postando cedo porque hoje meu irmão chega e ele não vai me deixar em paz!kkkk
não posso falar muito, só que vou voltar a postar dia sim dia não pra dar tempo de acumular capítulos e pra eu poder conciliar escola e blog!
beijos
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#Fui

31 março 2013

Mini Fic - Lfe Choices - Parte 9(última parte)

Dois dias depois, Demi recebeu uma carta, ela franziu o cenho, estranhando e já que estava sozinha em casa pela primeira vez em sua vida, abriu-a e leu:

"Faz quase um mês que não nos falamos, quase um mês que eu não te vejo, e durante todo esse tempo eu não consegui parar de pensar em você, acredite. Mas você me evitou, na loja, perto do seu curso, ou em todas as vezes que nos encontramos na rua e você me via, sempre se desviando.
Eu soube do seu irmão e sinto muito por tudo o que te aconteceu, Demi, se duvidar, até pergunte a ele se eu não o visitei, pedi que ele guardasse segredo, queria eu mesmo te contar isso!
Ah, por favor, dê os parabéns à sua mãe por mim, soube que ela expulsou seu pai de casa, já era mesmo a hora! Espero que tudo dê certo pra vocês daqui em diante!
Enfim, essa carta, na verdade, era pra eu te convidar pro velório do meu pai que vai acontecer hoje à tarde, às 17:00, e como as notícias ruins voam eu tenho certeza de que você já sabia que ele morreu, e, acredite ou não, a última coisa que ele fez foi pedir perdão por tudo o que te disse!
Achei que você gostaria de saber...
Eu só queria dizer que...eu queria muito te ver de novo!

Ass: Joe."

Ela abaixou o papel e relembrou das tardes que passou com o autor da carta, cheias de risadas, cócegas, brincadeiras, ar livre, sorvete, correria, beijos, carinho e principalmente...sorrisos. Época que não teve que chorar pra aliviar suas dores, simplesmente teria que sorrir que tudo dava certo, era indescritível o sabor de felicidade e de ser amada que dançou graciosamente por sua boca, até aliviar seu coração, desenhar seus sonhos e fazer seus olhos brilharem. Suspirou. Pensou, e então tomou uma decisão.
- Eu vou!

É estranho, quando você procura uma roupa adequada, elas se rebelam no seu guarda-roupas e nunca servem! Na única vez em que Demetria estava preocupada com sua aparência, não havia nada a vestir!
Mas de tanto insistir, acabou por encontrar algo que ao menos caísse bem nela, era de sua mãe, mas servia!
Saiu de casa às 16:15, ainda estava no horário.
Chegou no local e haviam várias pessoas de preto, umas chorando, inconsoláveis perto do caixão, como Denise, outras tocavam uma música triste e outras...bem, outras estavam sozinhas em um canto, olhando o horizonte pela janela.
- Eu ficava olhando as nuvens pela janela quando era criança e imaginava...como seria voar! - Demi disse, com um meio sorriso e ele se virou, sorrindo pra ela.
- Você veio!
- Eu tinha que vir!

Ele respirou fundo, ainda com as mãos dentro dos bolsos da calça, estudou os próprios pés por uns segundos e se aproximou dela.
- Eu senti sua falta... - ele disse.
- Eu sei! - e então foi analisada, por um par de olhos que não conseguia deixar de tentar reproduzir essa imagem em sua mente toda vez que pensava nela - e eu também senti a sua!

Joseph parecia duro perante a morte do pai, como se isso não o abatesse, mas ele chorara feito um menino todas as noites depois que soube, agora não haveria mais O QUE chorar. As lágrimas esgotaram e ele estava inerte.
Conversaram por mais uns minutos sobre assuntos aleatórios, até que anunciaram que finalmente iriam enterrar o corpo. Então todos partiram para o cemitério, para mais uma sessão de lágrimas e orações até Paul Jonas ir para sempre.
- Obrigada por vir, querida, significou muito pra mim! - Denise agradeceu.
- Que isso, eu tinha que vir, era minha obrigação!
- Mas nem todos cumprem com suas obrigações! - a abraçou e saiu, deixando Demi com Joseph.
- Ela está grávida! - Joe sussurrou para Demi que arregalou os olhos, virando subitamente para ele.
- Sério?
- Uhum! - assentiu - ela tem estado com enjoos frequentes e como ela sempre está seguindo uma dieta para a saúde, duvido que não esteja!
- Também acho!

Um silêncio reinou por alguns segundos quando ficaram sozinhos na porta do cemitério.
- Aceita sair comigo...de novo? - sorriso iluminou o rosto da jovem.
- Aceito!

"A vida é feita de escolhas, algumas mudaram seu dia, outras mudaram sua vida. A minha vida se resume em nove escolhas, não me arrependo de nenhuma delas, pois até as ruins me ensinaram a viver! E por mais que muitas coisas me façam querer desistir, a minha escolha final sempre será seguir em frente!" - Thalya Santos

Fim!

Bom gente, essa foi a minha segunda Mini Fic, eu espero de coração que tenham gostado!
Eu pus muita coisa da minha vida nessa mini, na verdade as únicas situações dessa fic pelas quais não passei foi ser humilhada pelo pai do cara que gosto e fugir escondida de casa, mas foi só, então eu realmente me espelhei pra escrever isso!
Agora a música tema, a música que eu ouço todos os dias pra me fazer ter fé pra levantar:
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Beijos!