Ao chegarem em casa, Demi e Mike tiveram que repetir o percurso por onde saíram, mas subir pelos canos era bem mais complicado, e por vezes o garoto quase ganhou uma fratura nas costas. Mas por benção do divino, tudo acabou bem.
- Tá muito silencioso aqui! - Mike relatou.
- Também acho, vou lá embaixo pra ver o que é e você fica aqui! - Demi respondeu e o garoto assentiu, se sentando na cama dela pra esperar.
Ela desceu as escadas lentamente, percebendo aos poucos que o porco de seu pai não estava em casa. Ufa! Mais a frente, quase na cozinha, ela pode ouvir alguém chorando baixinho, quase que silenciosamente, com certeza no intuito de que ninguém ouvisse.
- Mãe?
A mulher olhou para o rosto preocupado da filha e logo se levantou do chão, passando a mão em seus traços faciais para ter certeza de que ela estava ali e que não fora apenas uma ilusão. Sua menina estava bem, e estava em casa. Então a abraçou.
- Mãe, o que aconteceu? Por que tá chorando? E que olho roxo é esse? - disse, observando depois que a mãe finalmente a soltou.
- Graças à Deus, você tá bem! - Dianna respondeu, trêmula - cadê seu irmão?
- Tá lá em cima, eu pedi pra ele esperar, o que aconteceu aqui, cadê o porco? - disse, olhando ao redor rapidamente. A mãe abaixou os olhos devagar, desfazendo o sorriso de alívio, lembrando do que acabara de ocorrer e escorregando de volta ao chão. Demi a segurou.
- E-eu n-não sabia que vocês tinham fugido, seu pai ficou furioso e... - o desespero voltou e a mulher se banhou novamente em lágrimas.
- Ele bateu em você? - perguntou, perplexa e como não houve resposta, deduziu a verdade - desgraçado! Mãe, você não pode aturar isso, bota esse cachorro pra fora de casa, ele pesa uns mil quilos e nunca ajuda em nada, você nos sustenta sozinha e ainda briga com ele todas as noites. Expulsa ele de casa, você merece alguém melhor!
- O que os vizinhos vão pensar, minha filha, eu sendo mãe solteira?! - infelizmente, nos Estados Unidos, tem muito esse preconceito contra mãe solteiras. Infelizmente.
- Foda-se os vizinhos, eu não conheço nenhum deles mesmo! Vamos, mãe...você consegue por esse canalha pra fora daqui, eu tenho fé em você! - afirmou com mais certeza do que cabia em seu olhar e os olhos vagos da mulher sofrida encontraram os da menina, e essa convicção que era chegada a hora, a invadiu também.
Apesar de aquela mulher ter motivos de sobra pra sair de vez daquela casa, não podia, pelo menos ainda não. E assim permaneceram, por mais uns dias, até que um fato mudou o rumo injusto que essa história estava tomando.
Como todos os adolescentes, Mike era guiado por seus instintos e curiosidade aflorada, aproveitava disso o máximo que conseguia, através de livros e pesquisas, conversas com Demi, sempre procurando saber mais do que simplesmente lhe oferecem. Mas chega uma hora em sua vida que isso já não é suficiente, você precisa buscar mais, porque o ser humano em si é insaciável!
Em uma bela tarde, Mike estava revisando seus deveres de casa, como sempre fizera e observou a janela, diferente de todas as vezes que já havia feito, esta ele observava com interesse, curiosidade. Outras, ele simplesmente tinha medo de experimentar, mas agora que sabia o que tinha lá fora, ele queria reencontrar. Se aproximou lentamente e pensou duas vezes antes de descer pelos canos e ir parar no chão, se iam apanhá-lo, se Demi pagaria o preço, o que obviamente ele não queria, mas a curiosidade venceu, como podem imaginar.
Ele correu com mais velocidade do que imaginara possuir até o Central Park. O vento balançando seus cabelos e acariciando seu rosto, a energia que enfim estava gastando, a sensação de liberdade...Deus, era tudo! Livre, livre, livre, pra gritar isso pra quem quisesse ouvir.
Mas pena que quem ouviu foi Patrick, a pior pessoa para escutá-lo no momento...
Próxima parte...
Heeeeyy, meu povo lindo e amado!:)
To aqui, postando no meio da tarde porque só agora meu irmão desgrudou do pc, aquele viciado(eu tbm sou kkkkkkk)!
enfim, eu queria avisar que já to escrevendo a segunda temporada de Para sempre nós, espero mesmo que vocês gostem, eu enrolei e enrolei porque eu realmente to sem criatividade em relação a essa fic, prometi uma continuação mesmo só porque eu mesma não gostei nada nada do fim que dei a ela, mas se vocês quiserem que eu poste a fic que tá página "projetos" em vez dessa, eu posto, ok?
E outra, eu tava relendo as cenas hots que preparei pro fim de "Em busca da verdade" e...OMG!!
Eu, sinceramente, não sei como escrevi aquilo!kkkkkkk
e sim, cenaS, vão ser DUAS cenas hots nos últimos cinco capítulos da fic, só pra vocês ficarem mais ansiosas ainda!kkkkkk
É isso!
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beijosss
28 março 2013
27 março 2013
Mini Fic - Life Choices - parte 5
Dias depois...
Todos os dias depois dos cursos, ou até durante eles, Demi saía com Joe. Foram à lanchonete, brincaram como crianças travessas, foram ao Central Park, passaram a tarde juntos e curtiram a presença um do outro, arrancando sorrisos, gargalhadas, que pra Demi era algo que a muito tempo não lhe era dado: felicidade.
- Tem certeza de que a mamãe e o papai não vão nos pegar? - Mike perguntou, enquanto examinava a altura da sacada da janela. Eles iriam pular. Demi queria levar Mike para conhecer Joe, e com as regras impostas dentro de casa (casa, escola, escola, casa, com a exceção do curso de desenho que era pago com as poucas moedas que Dianna ganhava lavando e passando roupas para os outros), eles não poderiam arriscar que os vissem, ou então eram mais marcas vermelhas -
- Tenho, não é tão alto assim e temos os canos ao nosso favor, é só se segurar bem! - Demi respondeu, tentando demonstrar o máximo de segurança possível.
- Tudo bem! - respirou fundo e desceu até o cano mais perto e se segurou, descendo lentamente até o próximo, e o próximo, até que finalmente, o chão - Ufa! Vem, Demi! É fácil!
- Shhhhiiii! - pediu, lutando para não gritar com o garoto - Quer que eles ouçam a gente?
- Foi mal! - sussurrou de volta, segurando o riso, aquilo era novo pra ele, nunca fizera nada de errado em toda a sua vida. E então ela desceu, com todo o cuidado que conseguiu até finalmente encontrar o chão, satisfeita e suspirou.
- Beleza! - disse, vitoriosa e os dois se agacharam, torcendo para que nenhum dos dois carrancudos os vissem do portão. Ninguém vira. Ainda bem!
O casal de dezessete e treze anos seguiu rumo ao Central Park e lá encontraram, sentado em um dos bancos próximo de um certo jeito largado, Joe esperando por eles. Ele abriu um sorriso quando os viu e Mike devolveu, feliz, estava prestes a fazer seu primeiro amigo.
- Então, esse é o pequeno gênio, Mike! - Joe disse, se levantando e bagunçando os cabelos do garoto.
- Pois é, e você deve ser o Joe, o namorado secreto da minha irmã!
- Ele sabe? - perguntou à Demi que riu.
- Eu não escondo nada dele!
- Então, cara, o que quer fazer? - Joe.
- Eu não sei! - Mike.
- O Mike nunca passeou na vida! - Demi explicou.
- Tá brincando, né? - Joe.
- Eu não brincaria com isso!
- Pois é...e não podemos demorar, a mamãe pode subir as escadas a qualquer momento! - Mike.
- Pior, mas ela vai pensar que você tá estudando e que eu to no curso, não tem problema! - Demi - Eu sugiro que comecemos com um sorvete, que tal?
- Legal! - Mike.
Perto de onde o trio se encontrara, estava um humilde senhor vendendo seus simples sorvete, apenas querendo ganhar um trocado pra garantir a alimentação dos filhos. Demi reconheceu a dificuldade, então pegou o dinheiro que havia guardado para mais um de seus cds de rock e entregou tudo ao homem, que ficou muito agradecido, esboçando um sorriso que compeçara tudo.
- Isso foi muito bonito de sua parte! - Joe.
- Eu sei, não faço a mínima ideia de quando vou poder comprar um cd de novo, mas...valeu a pena! - Demi respondeu e ele a olhou, analisando. E chegou a uma conclusão, que mal sabia ele, mas acabaria com aquele dia.
- Eu quero te apresentar aos meus pais!
Demi tinha inúmeros motivos para protestar contra aquilo e até tentou coisas como: eu não estou vestida adequadamente, eu não posso demorar, e outras coisas que seria ridículo até comentar. Mas para sua infelicidade, Joe tinha um argumento contra todas elas. E pior, nem mencionar o fato de ele ser rico, ela poderia mais, porque isso já havia o magoado antes e ela não poderia arriscar. Ou seja, não havia pra onde correr.
A casa era simplesmente ENORME e Demi não sabia que seus olhos poderiam ficar tão admirados com algo. A governanta da casa apareceu, levando Mike para cozinha para lanchar alguma coisa como bolos ou refrigerantes, apenas para distrair o garoto, também com uma boa conversa, o que Miranda, a governanta, com certeza era capaz de fazer.
Denise Jonas não era uma pessoa ignorante, muito pelo contrário, era culta, inteligente e renomada, e se agradou muito com o fato de haver sim uma boa possibilidade de Demetria Lovato se tornar membro da família. Mas sorte, ou azar, que o senhor Jonas ainda estava trabalhando naquele momento.
- Eu adorei conhecer você, Demi!
- Também amei conhecer a senhora, dona Denise!
- Por favor, me chame apenas de Denise!
- Tudo bem, Denise!
- Quando você virá nos visitar novamente?
- Am...eu não sei, mas o mais breve possível, eu prometo! - sorriu.
- Ok, estarei esperando!
- Ok! - se virou para Joe que sorria vendo a cena - Cadê o Mike, precisamos ir embora!
- Ah, eu vou chamar ele na cozinha!
Em pouco tempo o pequeno apareceu e os dois rumaram para casa, torcendo para que os pais não tivessem notado sua ausência. Mas antes que chegasse na porta, alguém a parou.
- O que está acontecendo aqui? - Paul perguntou, quase berrando e claramente irritado.
- Am...pai, essa é a Demi, minha namorada!
- Joseph, quem foi que deu permissão a você de trazer qualquer uma pra dentro de casa?!
- Mais respeito, você nem a conhece!
- Não preciso, dá pra ver pelo jeito como essa garota apareceu aqui, e esse garoto quem é?
- É o irmão dela...
- Ah, e ainda traz o irmão, daqui a pouco vai trazer também o pai, a mãe, se bobear, a família inteira!
- Chega! - Demi disse, quase chorando e levando seu irmão dali.
- Viu o que você fez? - Joe disse, antes de sair correndo atrás da garota - Demi, espera!
- Não, Joe, eu disse que seria uma má ideia, mas é claro que você não iria me escutar!
- Tava tudo indo muito bem, até meu pai chegar, não liga pro que ele fala, ele não ama ninguém, além de si mesmo!
- Olha...eu sei que você não fez por mau e até entendo que seu pai seja um pouco grosso demais, mas nós dois sabemos que isso não teria futuro mesmo!
- O que quer dizer com isso? - uma ponta de medo surgiu em sua voz.
- Que acabou...- e uma lágrima desceu pelo rosto dela - adeus, Joseph!
Ao longe da casa, Mike viu a tristeza descer salgada pelo rosto da irmã, acabando de uma forma trágica o dia mais feliz de sua vida até agora.
- A gente vai voltar lá, Demi?
- Não, Mike...nunca mais!
Próxima parte...
Heyyy, sejam mais que bem-vindas as minhas novas bebês!*-*
não posso falar muito, mas pelo menos respondi os comentários aqui beijosss
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