24 março 2013
Mini Fic - Life Choices - Parte 2
- Não foi minha intenção te ofender, eu garanto! - Demi respondeu. Mentira - não liga, ela...- o garoto a interrompeu.
- Gosta de falar besteiras? É, eu sei! - riu - sou Joe!
- Sou Demi!
- Hum, muito prazer, Demi!
O sinal do curso tocou do outro lado da rua e ela olhou de relance para trás.
- Am...eu tenho que ir, foi...um prazer te conhecer! - sorriu e estendeu a mão e ele apertou.
- O prazer foi meu!
Demetria seguiu seu dia normal, mas ela nem sabia que Loss espiara a conversa com o novo amigo com o canto do olho e um sorriso discreto e, assim como eu, percebera algo.
- Você tá namorando! - Loss disse a Demi quando ela voltou à loja depois do curso porque esquecera de pagar o caderno.
- O cara deve ser bem misterioso poque nem eu sei quem é! - respondeu e Loss riu.
- Sem piada. Eu arrumei um encontro pra você com aquele mauricinho dos cds de rock!
- Você ficou maluca? A gente nem conversou direito!
- Mas qualquer um da loja que tenha assistido a cena percebeu que você gostou dele!
- Tá, ele é bonitinho, mas isso não significa que eu esteja interessada!
- Vai por mim, você vai se divertir!
- Quando vai ser?
- O quê?
- O encontro, oras!
- Ah, vai ser amanhã às oito perto da ponte do Brooklyn!
- Por que lá?
- Porque é romântico! - deu de ombros e Demi riu.
- Tá, eu vou, mas só pra tirar essas suas ideias da cabeça! - e saiu.
Chegando em casa, sua mãe continuava no mesmo lugar, assim como o porco do seu pai. Ela revirou os olhos e foi direto para o quarto, mas mamãe a chamou.
- Por que ficou fora até tão tarde?
- Não tá tão tarde e eu só conversei um pouco com a Loss!
- Já falei pra você não se meter com aquela garota, ela é má influência!
- No dia que esse porco arrumar um emprego, você ganha o direito de decidir quem são meus amigos!
- OLHA AQUI, GAROTA, VOCÊ VIVE EMBAIXO DO MEU TETO E ME DEVE RESPEITO! - Patrick, o papai, disse, levantando-se do sofá e agarrando o braço magrelo de sua filha.
- Eu não tenho vergonha nenhuma de dizer que odeio você! - respondeu, quase cuspindo as palavras e era verdade, ela não tinha.
- Patrick, por favor, larga ela! - Dianna, a mamãe, implorava já com lágrimas nos olhos.
- ESSA VAGABUNDA VAI APRENDER A ME RESPEITAR! - Patrick ameaçou, mas Demi se manteve em sua posição.
E então as marcas vermelhas começaram a se espalhar pelo corpo a cada impacto que a mão de Patrick fazia em sua pele, doía e ela gritava, ou gemia, mas ela nunca chorava, não, esse era um dos privilégios que seu pai nunca teria. Essas marcas eram frequentes e Demi não se importava porque se esse era o preço a ser pago por jogar a verdade na cara de sua mãe, que assim seja, ela pagaria. E seu irmãozinho sempre assistia, com lágrimas nos olhos.
Depois da surra, Demi subiu as escadas com muita dificuldade, pois suas pernas insistiam em tremer, fracas e sua roupa rasgada não facilitava. Entrou no quarto, fechou a porta e se sentou na cama. Mike estava lá, pronto para ajudá-la como sempre fizera.
- O papai fez de novo? - Mike disse, se aproximando e ajudando-a a tirar a blusa, ou melhor, o resto da blusa e passar algodão molhado por cima áreas quentes e feridas, ou sangrando.
- Não o chame de pai...AI! - gemeu quando Mike pressionou sem querer.
- Me desculpa, eu...nunca vou me acostumar com isso! - confessou, cabisbaixo.
- Ei...vem cá! - chamou o garoto que se voltou para ficar de frente a ela - você não tem que se acostumar, tá? Isso não vai durar pra sempre e eu já to terminando de juntar a grana. Logo logo a gente se manda daqui, ouviu? - o menino assentiu.
- Eu tenho medo, Demi! - admitiu, chorando novamente e sendo acolhido pelos braços machucados de sua irmã.
- Ele não vai tocar em nenhum fio de cabelo seu, eu não vou deixar! - os machucados doíam com as pontas do cabelinho do irmão e os apertos pelo abraço, mas ela não demonstrava, ele só tinha ela em quem confiar.
Próxima parte...
Gente, só esclarecendo, o estilo que algumas amaram ~le feliz por isso!~kkk não é o da Demi, o dela é que nem o da Avril no clip da música "nobody's home", quem aí já viu, tirando o cabelo duro de menina das ruas, ela é igualzinha, daquele jeitinho mesmo! Mas enfim, o jeito que vocês adoraram, sinto em informar que é da Loss, a vendedora da loja!
É isso!
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Beijos
23 março 2013
Mini Fic - Life Choices - Parte 1
Havia um ursinho. Sim, um ursinho. Um ursinho de pelúcia. E Demetria estava agarrada nele. Agarrada com mais força do que poderia expressar enquanto ouvia os pais brigarem pela milésima vez, seu irmãozinho, quatro anos mais novo, chorava no berço e ela não poderia consolá-lo, já que não conseguia fazê-lo nem consigo mesma. E ela pensava, será que é tudo culpa minha? Será que tudo isso seria mais fácil se ela não existisse?
A verdade é que não. A vida dos seus pais seria a mesma merda que estava agora, ela existindo ou não, a diferença, é que com ela, sua mãe teria alguém por quem lutar.
Seu pai era alcoólatra e chegara em casa bêbado em uma noite de sábado pra variar e agora a mãe tentava cuidar do próprio marido que devia ter consciência plena do que é certo ou errado. Mas merda, o fato de a garotinha que vocês insistiram em por no mundo, aliás, o casalzinho, estarem em um quarto fechado, não faz eles ficarem calmos ao ouvirem toda a porcaria que vocês falam alto um do outro na hora da raiva!
Mamãe, você devia estar dando de mamar pro pequeno de quase seis meses que agora chora com fome e assustado. E você, papai, devia estar fazendo graça para tirar gargalhadas doces de uma garotinha de quatro anos que agora abraça o maldito ursinho de pelúcia que você deu a ela de aniversário.
Eu, com toda a certeza do mundo, gostaria de dizer que tudo isso, todas essas lágrimas, acabariam em breve. Mas não, para a infelicidade desses pequenos, ainda duraria um pouco mais.
Porém, quando acabasse...seria pra sempre!
Uma garota rebelde. Com dezessete anos e um cabelo preto embaraçado, uma bolsa tiracolo e roupas consideradas, no mínimo pela sociedade, de homem. Ela andava em direção a um curso de desenho que ficava próximo ao centro da cidade e seus olhos vagavam pelas visões de uma tradicional civilização, se distraindo facilmente com qualquer uma delas, porque, de fato, sua vida não era mais interessante que elas.
Chegou até seu curso o frequentou como sempre fazia, ouviu a professora explicando e executou o que entendeu em seu pequeno caderno contido com várias folhas brancas. Mas parece que nem aquelas aulas, ao contrário das outras vezes, traziam um sorriso ao seu rosto.
Ela voltou pra casa e encarou sua mãe carrancuda como sempre na cozinha, tentando preparar algo para o jantar e seu pai no sofá, bebendo cerveja e assistindo a mais um jogo de futebol. Não importa, dava até vergonha de admitir que aqueles eram seus pais.
- Oi, Mike! - Demi disse, dirigindo-se ao seu irmão que estava no quarto, fazendo o dever de casa do mês que vem, talvez. O garoto era um gênio não valorizado.
- Oi, Demi! - Mike respondeu, meio entediado e ela se jogou na cama, tirando os sapatos com as pontas dos dedos - o porco está lá em baixo de novo, o sofá vai criar fungos se ele continuar sem procurar um emprego!
- Eu acho que já deve ter criado fungos... - Demi respondeu, vaga, e tinha razão. Então ela se levantou e antes de beijar a testa do seu irmão para fazê-lo sorrir, disse - mas não se preocupe, assim que eu arranjar um emprego, nós nos mandamos daqui e ele nunca mais vai ver a gente!
Àquela noite foi mais uma briga, alta e insuportável como sempre. O menino de treze anos saiu de seu quarto, inteligente, porém assustado e caminhou lentamente até o quarto de sua irmã, à procura de um pouco de carinho que com certeza encontraria nela.
Ela se sentou e viu, parado à porta, um menino com olhos marejados implorando silenciosamente por amor e ela se lembrou que ele era o único motivo por ainda suportar tudo aquilo. Se sentou e ergueu seu lençol, convidando-o para se deitar junto a ela e assim ele o fez, ela o abraçou e os dois dormiram, vencidos pelo cansaço. E para que no dia seguinte, reiniciasse tudo outra vez.
- Obrigada, Loss! - Demi agradeceu à garota atrás do balcão com quem sempre comprava seus cadernos de desenho, outra rebelde, mas esta era por simples escolha, usava mechas roxas no cabelo e estava sempre mascando um chiclete, teclando com suas unhas pretas, o amarelo de sua blusa era apenas o uniforme da loja. Obrigatório.
- De nada, Demi! - respondeu, cordial como sempre - aí, já viu o cara novo? - apontou para um dos novos clientes que estava apenas avaliando alguns cds da loja. Demi olhou brevemente e esperou Loss continuar -O mauricinho é filho de um dos magnatas da cidade, mas vem aqui todos os dias a uma semana e fica olhando os cds de rock, mas nunca compra nenhum!
- Qual é a dele?
- Eu não sei - deu de ombros - é um babaca! - a verdade era que Loss gostava de falar mau de seus clientes, achava um defeito em qualquer um, mas em Demi não, até porque ela era a única que a escutava.
- Se quiser dizer algo, por favor, diga diretamente a mim! - o rapaz disse, despertando a atenção das duas curiosas. Bom, uma voltou ao seu trabalho, a outra, o desafiou, continuou olhando, o que o fez sorrir.
Próxima parte...
Oiii lindas!
Eu terminei essa mini, está dividida em 9 partes, então se eu tiver pelo menos cinco comentários até amanhã, eu posto TODO DIA, é uma promessa!:)
Bem vindas novas seguidoras!uhuuuuuu kkkk
Pessoal, minha mãe me deu um remédio que me deixou dormindo por quase um dia inteiro, mas o lado bom é que minha dor de cabeça passou e eu to soltando fogos até agora aqui!kkkkk
Bom, sobre essa mini, eu queria dizer que pus muita coisa da minha vida nela, mas nem tudo aconteceu, apenas a maioria!hahaha
o fator daí de cima aconteceu até meus dez anos de idade, mas se vocês pensam que melhorou depois disso, estão MUITO enganadas, só piorou!kkkk
Bom, é isso!
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Beijos!
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