29 janeiro 2013
Em busca da verdade - capítulo 2
Seus pais são seus melhores amigos, as pessoas dizem. Bom, eu tenho bons motivos agora pra crer no contrário, quer dizer, as pessoas que eu confiei a vida inteira, a quem eu sempre pedi conselhos, contei segredos e amei incondicionalmente mentiram pra mim todo esse tempo. Eu me sinto uma idiota. Dezessete anos e eu nem suspeitei que sou adotada. Eles podiam ter contado, poxa, podiam ter dito desde o começo e eu seria grata por me darem tanto amor, mas agora...decepção e mágoa é tudo o que eu sinto, como se todos os ensinamentos sobre se portar corretamente e ser uma boa menina não valessem pra merda alguma.
Depois de muito chorar, enxuguei as lágrimas e fui pro banheiro, tomar banho sempre relaxava.
Se estes a quem eu conheço e que achava serem meus pais não são biológicos, quem são? Onde eles estão? Eles querem me ver? Querem me conhecer? Será que me sabem da minha existência? Tiveram escolha na hora de me levarem pra adoção? Essas perguntas me rondavam perigosamente. É o meu passado, minha história, ninguém tem o direito de esconder isso de mim, ninguém!
Resolvi fugir, não tenho com quem contar ou conversar, estou sozinha nessa e preciso agir sozinha.
Depois do banho me vesti rapidamente e comecei a preparar minha mochila. Pus nela tudo o que achei necessário. Fugiria esta noite mesmo, mesmo sem ter a mínima ideia de por onde começar minha procura.
xxxxx: ei, você! - ouvi alguém me chamar, sussurrando da sacada do vizinho -
Demi: oi! - respondi me aproximando -
xxxxx: Demi, não é? - assenti - Jerry, muito prazer! - levantei as sobrancelhas sarcasticamente, não estava nem um pouco para gentilezas agora - vai fugir? - observou depois de olhar atrás de mim -
Demi: não, só...estou arrumando o meu quarto! - menti, tentando parecer o mais tranquila possível -
Jerry: à meia-noite! Qual é? Eu não sou burro! - eu suspirei, derrotada. O que mais me irritava naquele momento não era nem o fato de ter acabado de descobrir dezessete anos de mentira, mas sim o sorrisinho de esperto que ele mantinha no rosto -
Demi: tudo bem, o que você quer pra ficar quieto? - ele me olhou de cima a baixo maliciosamente - ei! - reprimi -
Jerry: foi mal, você é gata! - analisou e revirei os olhos - é o seguinte, eu vou te ajudar, mas não hoje! Amanhã, na escola, eu te dou mais detalhes, pode ser?
Demi: estuda na minha escola?
Jerry: claro, como eu iria saber seu nome?
Demi: talvez por sermos vizinhos? - disse em tom óbvio -
Jerry: a garota esquisita que não fala com ninguém a não ser quando imagina os personagens de seus melhores amigos: os livros! - brincou com a minha cara e eu estreitei os olhos, ameaçando -
Demi: tá, você é da minha escola! - desisti, cruzando os braços - mas eu posso me virar sozinha, não preciso de você!
Jerry: sério? - ergueu uma sobrancelha e eu mantive minha pose despreocupada - por que vai fugir?
Demi: por que isso te interessa? - rebati -
Jerry: porque você pode ser muito útil pra mim!
Demi: útil como? - aquela conversa estava estranha demais pro meu gosto -
Jerry: não interessa agora, o que importa é que eu posso te levar aonde você quiser em total segurança! - garantiu -
Demi: como eu vou saber se está falando a verdade?
Jerry: bom, é você confiar em mim ou eu contar pros seus pais que você quer fugir! - droga!! -
Demi: tudo bem... - suspirei - eu acabei de descobrir que sou adotada!
Jerry: hum...e você quer sair em uma jornada perigosa pra descobrir quem são seus pais biológicos, certo? - assenti - sabe pelo menos por onde começar? - questionou e eu neguei - você é louca!
Demi: eu sei...
Jerry: sair por aí sem ter a mínima ideia de pra onde vai! - riu - mas sorte a sua que eu posso te ajudar!
Demi: olha, eu tenho muita coisa pra fazer e muito pra pensar agora, então, se me der licença, eu vou dormir!
Jerry: tudo bem! - levantou as mãos em sinal de rendição enquanto ria mais - amanhã, na escola, não esquece!
Nem respondi, só entrei no meu quarto de novo, escondi a mochila quase pronta e me deitei pra dormir. Ou pelo menos tentar...
No dia seguinte, eu nem sabia onde aquele Jerry ficava na hora de entrada da escola, por isso não tinha ideia de onde procurar. Fiquei esperando-o perto do meu armário até que ele aparece esfregando as mãos e com aquele sorrisinho irritante no rosto como se fosse me fazer uma proposta.
Demi: e então? - eu estava muito ansiosa e nervosa também -
Jerry: eu falei com uns caras e você pode ir!
Demi: espera..."uns caras", quem mais vai?
Jerry: só uma galerinha gente fina! - ótimo... - mas eu fiz o meu serviço completo, já sei até em que cidade seus pais biológicos moram! - eu quase engasguei na hora, como assim?! -
Demi: mas como...que...quer dizer, você...eu te contei ontem! - gaguejei -
Jerry: e deu tempo o suficiente pra eu investigar! - riu - mas tem um problema!
Demi: o quê?
Jerry: vamos ter que levar um cara também!
Demi: "vamos"?
Jerry: eu também vou! - deu de ombros -
Demi: e que cara é esse?
Jerry: Joe Jonas, um fichado!
Demi: FICHADO?! - disse, exasperada -
Jerry: fala baixo! - alertou e eu me acalmei -
Demi: você é louco, vai levar um ex-presidiário conosco?!
Jerry: ele não vai mexer com você, não se preocupe! - tentou me acalmar - apesar de ser a única mulher na viajem! Mas vamos parar em alguns lugares legais pra agente se divertir! - deu de ombros -
Eu to ferrada...
Próximo capítulo...
Pessoal, fiquei muito feliz com os comentários de vocês, espero que tenham gostado desse também!:)
e bem-vindas novas seguidoras!:D
bjks lindas
Comentários respondidos (aqui)
28 janeiro 2013
Em busca da verdade - capítulo 1 + divulgação
"Algumas pessoas não são dignas de atenção sua!"
Acordei sentindo meus músculos doloridos, meu cabelo todo sujo e desarrumado e eu usava apenas um moletom e roupas íntimas. Me assustei na hora e procurei reconhecer o lugar onde estava. Não havia nada ao redor, só...areia e uma estrada próxima, mas como eu iria pedir carona com essas vestimentas?
Desgraçado!! Levou tudo o que eu tinha, literalmente!
O que eu faço agora? To perdida, no meio do nada...
Dois meses antes...
Ouvi um barulho. Era meu despertador. Droga, ora de acordar!
Me banhei rapidamente e liguei meu notebook, o deixei carregando no twitter enquanto me arrumava. Logo alguém posta. Pus uma maça na boca e fiquei segurando-a enquanto usava as mãos pra manusear o eletrônico.
Duvido que alguém consiga me superar hoje! - Raquel.
Revirei os olhos com isso e comecei a digitar minha resposta.
Aquela vadia se acha melhor que os outros e adora esfregar isso pra quem aceitar.
Com certeza ninguém consegue superar sua inferioridade mental, querida! - Demetria.
E é por causa dessa atitude que somente cinco idiotas seguem você, não é, Demi? - Raquel.
E um deles é você! - Demetria.
Ri comigo mesma com essa resposta e fechei o notebook depois de desligá-lo. Peguei minhas coisas e me mandei pra escola, terminando minha maçã no caminho.
Meus pais estavam dormindo, então nem dei atenção a eles, sempre chego atrasada porque a escola da Maddie começa as aulas mais tarde e minha mãe insiste para que eu a leve para escola, mas hoje não!
Fui direto pro meu armário deixar minhas coisas. Cinco anos nessa escola e não tenho um amigo sequer, eu não gosto muito das pessoas, os livros já são meus amigos o suficiente.
Retirei três deles do armário, que estavam no prazo de devolução da biblioteca e fui devolvê-los. Assim que cheguei lá, a senhorita Downs abriu um enorme sorriso. Aquela mulher me trata como filha dela, ela diz que muito raro ver uma garota na minha idade dispensar festas, bebidas e sexo por leitura. Coisas de pessoas idiotas, eu respondo.
srta. Downs: já terminou esses, querida? - perguntou assim que eu entrei -
Demi: já! - sorri - você me indica algum mistério? - eu adoro ler mistérios. Nesse momento, um menino chegou com um livro na mão, devolvendo-o também -
srta. Downs: ah, esse aqui! - retirou o tal livro da mão do garoto e me entregou - sangue de lobo, conhece?
Demi: interessante! - sorri - obrigada! - disse, saindo -
srta. Downs: de nada, querida!
Passei o resto do dia fissurada naquele livro, não conseguia pensar em mais nada, até na hora das refeições, minha cabeça só focava nos possíveis próximos capítulos. Definitivamente, eu amo ler.
Paul: deixa eu adivinhar, outro livro? - perguntou rindo, reparando que eu estava com os pensamentos bem longes da conversa rolando naquele momento. Detalhe: esse é meu pai -
Demi: uhum, é ótimo!
Paul: depois me empresta?
Demi: é da escola, pai! - ele apenas ergueu uma sobrancelha, conformado e voltou a comer -
Maddison: de tanto ler, você poderia escrever seu próprio livro! - comentou e eu ri -
Depois do jantar, fui pro quarto. Fiquei um pouco no notebook, terminando as lições de casa e depois voltei a ler, completamente entretida.
Percebi um silêncio repentino na casa, talvez meus pais tenham ido se retirar, pensei. Saí do quarto pra beber água e ouvi meio que uma briga acontecendo no quarto de Paul e Dianna, minha mãe. Eles não queriam acordar ninguém, era óbvio pelo volume do "diálogo", então eu me atrevi a escutar perto da porta.
Paul: você não pode esconder isso dela pra sempre!
Dianna: o que você quer que eu faça? Que conte repentinamente a ela que é adotada? - adotada?! -
Paul: claro que não, mas a Demi é esperta, Dianna!
Não consegui escutar mais. Eles poderiam estar se referindo à Maddison, mas citaram meu nome, então não tem como eu estar errada. Eu sou adotada!
Próximo capítulo...
Bem, tá aí o capítulo de estréia, espero que tenham gostado!
e HAPPY LOVATIC DAY FOR EVERY LOVATIC!!kkk
e ontem esse blog fez seis meses, gente!
nem acreditoo!kkk
bjks
Divulgação: Meu jeito de amar
Comentários respondidos(aqui)
Acordei sentindo meus músculos doloridos, meu cabelo todo sujo e desarrumado e eu usava apenas um moletom e roupas íntimas. Me assustei na hora e procurei reconhecer o lugar onde estava. Não havia nada ao redor, só...areia e uma estrada próxima, mas como eu iria pedir carona com essas vestimentas?
Desgraçado!! Levou tudo o que eu tinha, literalmente!
O que eu faço agora? To perdida, no meio do nada...
Dois meses antes...
Ouvi um barulho. Era meu despertador. Droga, ora de acordar!
Me banhei rapidamente e liguei meu notebook, o deixei carregando no twitter enquanto me arrumava. Logo alguém posta. Pus uma maça na boca e fiquei segurando-a enquanto usava as mãos pra manusear o eletrônico.
Duvido que alguém consiga me superar hoje! - Raquel.
Revirei os olhos com isso e comecei a digitar minha resposta.
Aquela vadia se acha melhor que os outros e adora esfregar isso pra quem aceitar.
Com certeza ninguém consegue superar sua inferioridade mental, querida! - Demetria.
E é por causa dessa atitude que somente cinco idiotas seguem você, não é, Demi? - Raquel.
E um deles é você! - Demetria.
Ri comigo mesma com essa resposta e fechei o notebook depois de desligá-lo. Peguei minhas coisas e me mandei pra escola, terminando minha maçã no caminho.
Meus pais estavam dormindo, então nem dei atenção a eles, sempre chego atrasada porque a escola da Maddie começa as aulas mais tarde e minha mãe insiste para que eu a leve para escola, mas hoje não!
Fui direto pro meu armário deixar minhas coisas. Cinco anos nessa escola e não tenho um amigo sequer, eu não gosto muito das pessoas, os livros já são meus amigos o suficiente.
Retirei três deles do armário, que estavam no prazo de devolução da biblioteca e fui devolvê-los. Assim que cheguei lá, a senhorita Downs abriu um enorme sorriso. Aquela mulher me trata como filha dela, ela diz que muito raro ver uma garota na minha idade dispensar festas, bebidas e sexo por leitura. Coisas de pessoas idiotas, eu respondo.
srta. Downs: já terminou esses, querida? - perguntou assim que eu entrei -
Demi: já! - sorri - você me indica algum mistério? - eu adoro ler mistérios. Nesse momento, um menino chegou com um livro na mão, devolvendo-o também -
srta. Downs: ah, esse aqui! - retirou o tal livro da mão do garoto e me entregou - sangue de lobo, conhece?
Demi: interessante! - sorri - obrigada! - disse, saindo -
srta. Downs: de nada, querida!
Passei o resto do dia fissurada naquele livro, não conseguia pensar em mais nada, até na hora das refeições, minha cabeça só focava nos possíveis próximos capítulos. Definitivamente, eu amo ler.
Paul: deixa eu adivinhar, outro livro? - perguntou rindo, reparando que eu estava com os pensamentos bem longes da conversa rolando naquele momento. Detalhe: esse é meu pai -
Demi: uhum, é ótimo!
Paul: depois me empresta?
Demi: é da escola, pai! - ele apenas ergueu uma sobrancelha, conformado e voltou a comer -
Maddison: de tanto ler, você poderia escrever seu próprio livro! - comentou e eu ri -
Depois do jantar, fui pro quarto. Fiquei um pouco no notebook, terminando as lições de casa e depois voltei a ler, completamente entretida.
Percebi um silêncio repentino na casa, talvez meus pais tenham ido se retirar, pensei. Saí do quarto pra beber água e ouvi meio que uma briga acontecendo no quarto de Paul e Dianna, minha mãe. Eles não queriam acordar ninguém, era óbvio pelo volume do "diálogo", então eu me atrevi a escutar perto da porta.
Paul: você não pode esconder isso dela pra sempre!
Dianna: o que você quer que eu faça? Que conte repentinamente a ela que é adotada? - adotada?! -
Paul: claro que não, mas a Demi é esperta, Dianna!
Não consegui escutar mais. Eles poderiam estar se referindo à Maddison, mas citaram meu nome, então não tem como eu estar errada. Eu sou adotada!
Próximo capítulo...
Bem, tá aí o capítulo de estréia, espero que tenham gostado!
e HAPPY LOVATIC DAY FOR EVERY LOVATIC!!kkk
e ontem esse blog fez seis meses, gente!
nem acreditoo!kkk
bjks
Divulgação: Meu jeito de amar
Comentários respondidos(aqui)
Assinar:
Postagens (Atom)